A professora aposentada de Londrina, Lúcia Marina Staut, não gosta de relembrar aquele 31 de outubro de 1996. No avião que caiu no bairro paulistano do Jabaquara estava sua filha, a relações públicas Flávia Regina Vilela Staut, que tinha apenas 23 anos. Ainda hoje, a professora não liga a TV nos dias próximos à data e também procura não falar sobre o acidente.
Em entrevista à Folha, Lúcia lamentou que ''a dor e a saudade continuam tão fortes'' quanto eram a uma década atrás. Até por isso, a família optou por fazer um acordo com a companhia aérea para evitar o cruel desgaste emocional de ter de ficar relembrando a tragédia que lhe tirou a filha. ''O que queríamos era ter ela (Flávia) de volta mas isso não iríamos conseguir nunca mais. Então decidimos entrar num acordo com a empresa'', completou.
Segundo a mãe, resolver as questõs jurídicas e indenizatórias sobre o acidente não diminuíram em nada o sentimento de perda. ''Todos os dias são tristes para mim porque a dor não diminui nunca'', diz a professora.
Conforme reportagem publicada na Folha à época, Flávia era gerente de marketing do Shopping Catuaí e havia embarcado logo de manhã em Londrina e seguiria no avião da TAM com destino ao Rio de Janeiro, onde pretendia resolver questões trabalhistas relacionadas ao seu ex-emprego. Ela tinha se formado em Relações Públicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) no ano anterior e passou um período trabalhando em um shopping carioca. Ela havia retornado para perto da família cerca de um mês antes do acidente.
Além da relações públicas de Londrina, outros três passageiros do Paraná morreram no acidente. Zélia Menin, Roberto Fischer e Hamilton Simioni haviam embarcado pela manhã no Aeroporto Internacional Afonso Pena, região metropolitana de Curitiba.

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