Curitiba - A mãe das trigêmeas que foram levadas a um abrigo em Curitiba disse, em depoimento à Justiça, dado ainda na maternidade, que ''tinha que optar'' por duas das três crianças.
Segundo a advogada dos pais, Margareth Zanardini, a mãe não foi questionada por que teria de tomar essa decisão. Ela levanta a hipótese de que a mulher estivesse com depressão pós-parto.
As três crianças, nascidas prematuras em 24 de janeiro, foram levadas da maternidade para um abrigo por decisão da Justiça. Ninguém revela o que levou os pais a serem interrogados, porque o caso corre em segredo de Justiça.
Zanardini diz que o casal, que atualmente só vê as crianças duas horas por semana, está arrependido. ''A mãe prestou depoimento [à Justiça] menos de um mês depois do parto, com três filhas numa UTI. A manifestação de vontade num depoimento como esse me parece bastante viciada.''
A defensora já entrou com oito recursos na Justiça pedindo que os pais voltem a ter a guarda das crianças -todos foram negados.
O pai das crianças é nutricionista e a mãe, economista. Ambos têm menos de 30 anos. Nesta semana, uma tia das trigêmeas (irmã do pai das crianças) pedirá a guarda provisória das meninas. Caso o pedido seja aceito, ela poderá permitir que a mãe amamente os bebês.

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