A primeira mãe-de-santo a se aposentar como sacerdote religiosa é mãe Nitinha de Oxum, batizada Benedita Maria do Nascimento, de 67 anos. Ela obteve o benefício graças à iniciativa da Federação Baiana do Culto Afro-Brasileiro que conseguiu regulamentar o candomblé como religião oficial junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
A partir de agora, além de padres católicos e pastores evangélicos que já têm direito de receber a aposentadoria como sacerdotes, mães e filhas de santo, ogãs e ekêdes (espécies de mestres-de-cerimônias e organizadores nos terreiros de candomblé) podem requerer aposentadoria.
O presidente da federação, Arístides Mascarenhas, explicou que usou o artigo 275 da Constituição da Bahia, que reconhece oficialmente o candomblé como religião no Estado, para convencer o ministro Waldeck Ornelas da Previdência a estender ao culto afro, os benefícios previstos no item ‘‘assistência cultural’’ do INSS pelo qual é pago um salário mínimo para padres e pastores aposentados.
Para requerer a aposentadoria, o ‘‘povo do candombl钒 tem de provar ter atuado pelo menos 14 anos como sacerdote. ‘‘Contudo, a idade mínima para quem nunca contribuiu ao INSS é de 67 anos; quem contribui como autônomo a idade mínima é de 60 anos’’, explicou Mascarenhas.

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