Curitiba - A mãe do estudante que teria sido agredido pela Guarda Municipal de Curitiba durante protesto da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Maria José de Almeida, quer acionar na Justiça a Prefeitura de Curitiba e a Guarda. André Luis de Almeida teria sido agredido por dois guardas na quarta-feira quando os manifestantes decidiram invadir uma estação-tubo no Centro da capital. ''Isso não pode ficar assim. É a segunda vez que eles batem no meu filho'', declarou Maria.
Segundo André, durante o tumulto um guarda teria utilizado um aparelho para dar um choque em sua coluna. ''Perdi o controle sobre as pernas. Logo depois um outro guarda bateu na minha cintura com um cacetete'', contou. A Guarda Municipal diz que não há entre seus equipamentos nenhum aparato semelhante ao descrito pelo estudante. ''Nós não utilizamos nem temos aparelho de choque nem spray de pimenta'', informou o Superintendente da Secretaria de Defesa Social, Coronel René Roberto Witek.
André foi encaminhado ao Hospital Evangélico, onde ficou internado até as 16 horas. ''Fiquei sem sentir as pernas até as 14 horas'', diz. O jovem irá depor na Comissão de Segurança Pública da Câmara de Vereadores na próxima quarta-feira. Na terça será a vez do Coronel Itamar dos Santos, secretário de Defesa Social.

mockup