Mãe de Chico Buarque morre aos 100 anos
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quinta-feira, 06 de maio de 2010
Folhapress 
Rio de Janeiro - Maria Amélia Alvim Buarque de Holanda, viúva do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) e mãe do cantor, compositor e escritor Chico Buarque, morreu na madrugada de ontem, exatamente cem dias após completar cem anos de idade, enquanto dormia, em sua casa, em Copacabana (zona sul do Rio). Segundo assessor da família, ela não tinha problemas de saúde e teve morte natural.
Memélia, como era conhecida, será velada em cerimônia restrita à família e aos amigos e seu corpo deve ser cremado no próximo sábado, no cemitério do Caju (zona norte do Rio). O marido também foi cremado ao morrer, em abril de 1982, aos 79 anos, em São Paulo. ''Era uma das pessoas mais notáveis que conheci'', afirmou Antonio Candido, 91, crítico literário e amigo de Memélia. ''Inteligente, culta, alegre, corajosa, desprendida, de uma retidão incrível'', enumera.
O arquiteto Oscar Niemeyer, 102, mesmo internado, recuperando-se de uma infecção urinária -ele deve ter alta hoje-, também lamentou a morte de Memélia. ''Acompanho com imensa tristeza a dor do meu amigo Chico Buarque e família'', afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Rio, Sérgio Cabral, também lamentaram a morte. ''Mesmo sendo filha de família tradicional, durante toda a vida lutou e apoiou as lutas pela liberdade e por uma sociedade mais igualitária'', afirmou Lula, em nota. ''Há poucos meses, durante as comemorações de seus 100 anos de idade, eu a encontrei, como sempre, lúcida e demonstrando estar ligada às questões que afetam nosso país e nosso povo'', completou.


