Mãe de bebê de duas cabeças fez três ecografias
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Marcela Rocha Mendes<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- O Comitê Municipal de Prevenção à Mortalidade-Infantil de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, avaliou ontem o caso do nascimento de um bebê com malformação congênita no último dia 9. A criança, uma menina, tinha duas cabeças idênticas, nasceu de cesariana e sobreviveu 20 minutos. A gerência municipal de Saúde comunicou que o óbito era inevitável por se tratar de malformação rara e grave. A mãe, de 21 anos, fez o acompanhamento pré-natal na Unidade de Saúde Gralha Azul, passou por nove consultas e três ecografias. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica, Salmo Raskin, a malformação acontece pelo quinto dia após a concepção de gêmeos quando pode ocorrer deles se tocarem e acabarem se fundindo. A incidência é de um caso a cada 200 mil gestações. Desses, apenas 13% nascem com duas cabeças e 75% vêm a óbito. Para Raskin, o problema não foi detectado no pré-natal porque, quando a gestação não é de risco, a ecografia pode ser feita superficialmente.


