Mãe de bebê clonado corre risco de desenvolver câncer
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quarta-feira, 10 de abril de 2002
France Presse 
Paris - O primeiro bebê clonado do mundo poderá nascer em novembro próximo se a notícia for verdadeira mas, nesse caso, mesmo se a criança nascer sadia, a mãe teria um risco elevado de desenvolver uma forma rara de câncer genital invasivo, comentam especialistas na revista britânica New Scientist, que chega sábado às bancas.
Os tumores (leucemias e câncer de pulmão) fazem parte dos riscos que ameaçam os clones, dizia em fevereiro passado na revista Nature Genetics o japonês Atsuo Ogura, do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas de Tóquio, que fez autópsias em ratos clonados.
Mas, além dos temores relativos aos seres clonados, aparecem agora as inquietações em relação à saúde da mãe. Esta teria riscos de desenvolver um coriocarcinoma, estima na New Scientist Richard Gardner, presidente de um grupo de trabalho sobre a clonagem da Britain Royal Society.
Esse tumor maligno se desenvolve no útero a partir da placenta, e tem tendência a se disseminar rapidamente através do sangue, formando metástase. Suas causas são desconhecidas, mas os cientistas defendem a hipótese de que a chave desta enfermidade poderia ser a má regulação dos genes que controlam o crescimento da placenta.
O ser humano tem a placenta mais invasiva possível, explica o dr. Gardner. O risco é apenas teórico, admite, mas até agora não se prestou maior atenção dado que todas as preocupações se focalizavam na evolução do clone.


