São Paulo - Familiares do menino de 10 anos morto pela Polícia Militar após furtar um carro juntamente com o amigo, de 11, na zona sul de São Paulo, afirmaram em depoimento no Departamento de Proteção à Pessoa (DHPP), na manhã de ontem, que o menino não tinha arma, não sabia atirar nem dirigir.
Tio da criança, Alex Jesus Siqueira contou que cuidava do garoto com a ajuda da avó, enquanto a mãe e o pai não estavam em casa. Ele afirmou desconhecer o fato de o menino andar armado e dirigir. Siqueira é irmão do pai da criança, que está preso por tráfico de drogas e associação criminosa.
A mãe do garoto, Cintia Francelino, de 29 anos, foi a primeira a ser ouvida no DHPP. Ela afirmou que só ficou sabendo da morte do filho por volta das 23h40, quase cinco horas depois do fato, graças aos pais do menino que sobreviveu. Segundo ela, após buscar informações no Instituto Médico-Legal (IML) do Brooklin, e seguir para o IML Central, onde estava o corpo do filho, ela chegou ao DHPP por volta de 0h30. Os PMs disseram a ela que o menino havia praticado roubo e atirado neles. Um dos policiais mostrou a arma que estaria com o garoto. A Secretaria da Segurança Pública informou que os PMs envolvidos foram afastados das ruas.

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