Madri fecha em -1,8% com Telefónica em -2,3%; Milão -2,8%.
Madri, 05 (AE-DOW JONES) - A Bolsa de Madri encerrou a sessão desta quarta-feira em baixa, apesar de os investidores terem voltado com força às compras no final da sessão, em uma caçada pelos papéis que tiveram seus preços desinflados com as recentes turbulências no mercad internacional. A recomposição das carteiras alavancou algumas blue chips, como as da Terra, o braço para internet da Telefónica, que fecharam com um ganho de 3,8%, em 68 euros. Os papéis da empresa foram favorecidos pelo tranquilo início do Nasdaq, que, pelo menos nos primeiros minutos da jornada norte-americana, não repetiu a volubilidade de ontem.
Outros papéis ligados ao setor tecnológico, no entanto, tiveram performances distintas, com a Sogecable caindo 5% e a Amadeus, especialista em reservas de pacotes de viagem, deslizando 4%. A Telefónica terminou com uma desvalorização de 2 3%, em 24,23 euros, após ter subido no iníci o do dia por conta de uma notícia de que a empresa faria uma parceria com a Suez Lyonnaise des Eaux para disputar uma licença para operar o sistema UMTS na França. Essas perdas fizeram com que o Ibex-35 encerrasse a sessão em queda de 209,60 pontos (-1,8%), em 11.374 60 pontos. As ações da Telepizza, rede de fast food, foram as que registraram o maior tombo hoje, esvaindo 9,9%, para terminar em 7,90 euros. Os papéis da companhia não fechavam abaixo de 8 euros desde 10 de março. A empresa anunciou hoje que está oferecendo 4,92 milhões de ações para seus empregados, o que corresponde a 1,92% de seu capital acionário. Os acionistas vão votar a proposta no dia 26 de abril.
Em Milão, a Bolsa também chegou ao final do dia em baixa, refletindo a forte venda de papéis de tecnologia, telecomunicações e das empresas pontocom. O Mib-30 perdeu 1.277 pontos (-2,8%), para 44.683 pontos, enquanto o í ndice amplo Mibtel recuou 809 pontos (-2,6%), para 30.283 pontos. A Mondadori, uma editora com atividades ligadas à Internet, sucumbiu 4,3%. Ações mais tradicionais da chamada velha economia seguiram em tendência oposta. A Fiat subiu 1,9%; a holding Agnelli, 4,2%, e a seguradora Alleanza, +1,4%.





