A Polícia Federal de Paranaguá, no Litoral do Estado, instaurou inquérito ontem contra o proprietário da empresa Red Madeiras, de Curitiba, conhecido como Périto. A suspeita é de que a empresa tenha ligações com a paraense Pau-Brasil e sirva como intermediária na exportação ilegal de mogno. Na madrugada de sábado foram apreendidos em Paranaguá 32 contêineres com mogno no Depósito Tropical. Foi a maior apreensão no Estado.

Também foram indiciados pela PF o dono do Depósito Tropical, Jair Luiz Dias Nascimento, e da Pau-Brasil, cujo proprietário ainda não foi identificado. Segundo a PF, a Pau-Brasil encerrou as atividades em novembro.

''Em depoimento, Nascimento disse só estava armazenando a madeira apreendida e que ela seria exportada legalmente, assim que a Pau-Brasil conseguisse liminar na Justiça. Também afirmou que a madeira foi estocada antes de outubro, quando entrou em vigor a Instrução Normativa 17/01'', contou o delegado Evaristo Kuceki, que investiga o caso. O corte, transporte e comercialização do mogno no País está proibida porque a madeira está em extinção.

O delegado não acredita na versão de Nascimento, que está em liberdade, mas ainda não há provas concretas do envolvimento dele no crime. ''Ele já mentiu porque disse que era funcionário do depósito e descobri que é o proprietário'', contou. Segundo o delegado, a guia de autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) entregue pelo acusado para transportar o produto é ilegal.

mockup