Brasília, 01 (AE) - O líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), contestou há pouco as avaliações de que os projetos de prorrogação da alíquota de 27,5% do Imposto de Renda, de 12% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) - que está sendo rebatizado pelo governo para DRU (Desvinculação das Receitas da União) - para 2007 sejam uma indicação de que o Executivo estaria desinteressado em votar a reforma tributária. Segundo ele, essas propostas foram enviadas ao Congresso para se garantir o orçamento da União previsto para o ano que vem, dentro do atual sistema tributário. Ele advertiu que se o Congresso não prorrogar esses aumentos de alíquotas terá que cortar despesas. Na avaliação de Madeira, essas prorrogações não são incompatíveis com a reforma tributária, porque estará previsto nela um período de transição, até entrar plenamente em vigor. Por seu turno, o líder do PFL na Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PE), disse que a disposição do presidente Fernando Henrique de priorizar a reforma tributária foi um "calço" para impedir que a proposta "caísse ladeira abaixo". Mas, para reforçar esse "calço", segundo ele, o governo precisa enviar os dois projetos de lei prorrogando os impostos para a comissão especial de reforma tributária.

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