Brasília, 08 (AE) - O líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), disse não acreditar que o esforço fiscal complementar do governo para alcançar superavit primário de 3% a 3,5% neste ano inclua o aumento de impostos. "Não acredito que venha nada mais para cá (ao Congresso) que mexa em receitas", afirmou. Segundo ele, existem gorduras da administração pública que podem ser queimadas. Madeira disse ainda que não há objeção da liderança do governo ao convite da Comissão Especial que discutirá a proposta de emenda constitucional que reinstitui a cobrança da CPMF com alíquota de 0,38% para que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, preste esclarecimentos sobre o assunto. "A Comissão tem autonomia para chamar quem quiser, a minha única preocupação é a possibilidade de mudança no texto, que atrasaria a entrada em vigor da CPMF", sustentou o líder do governo. Madeira afirmou também que desconhece qualquer pressão da bancada ruralista para evitar um suposto aumento da alíquota de exportação de soja. Ele lembrou, no entanto, que quando há votações importantes no Congresso, as bancadas coorporativas sempre reivindicam alguma coisa.

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