São Paulo, 24 (AE) - Há quase um ano, pedaços de madeira caíram na calçada da obra da Construtora Chap Chap, na Avenida Paulista, em São Paulo, onde, na noite de sexta-feira (22), a estudante Milene Modesto morreu, depois de ser atingida por um carrinho de transporte de carga, que despencou da obra . Na época, o fato foi denunciado à Administração Regional da Sé pelo analista de sistemas Alberto Teixeira de Carvalho Júnior, que passava pelo local.
Em carta publicada na seção São Paulo Reclama, do "Estado", em 3 de dezembro, Carvalho contou o que viu. Segundo o analista de sistemas, que estava a seis metros do local da queda, uma moça quase foi atingida e ficou muito assustada. "A cena foi vista por muitas pessoas", escreveu.
O proprietário da construtora, Romeu Chap Chap, afirmou hoje que recebeu as reclamações e tomou providências. "As madeiras caíram quando a estrutura do prédio ainda estava sendo erguida", disse o construtor. "Foi um caso raro", completou. Chap classificou de fatalidade a morte de Milene. "Nós estamos cobrando explicações da Grumont Equipamentos, pois o guindaste e o funcionário que operava a máquina são da empresa", afirmou. Segundo o proprietário da construtora, a obra tem sido vistoriada com frequência pelos órgãos da prefeitura.
Milene, de 28 anos, era estudante de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP). O pai dela, Nelson Modesto, é médico oncologista e professor de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp), no interior de São Paulo. Milene foi enterrada ontem (23) à tarde, em Campinas.

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