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O Brasil se tornou o maior exportador de mulheres escravas da América do Sul - onde se incluem prostitutas e reféns de quadrilhas internacionais - mas o governo federal desconhece totalmente a extensão do problema. A falta de controle sobre esta modalidade de tráfico levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a auxiliar o País na execução de um projeto que visa fortalecer a luta contra o tráfico de seres humanos, que será implantado em breve. Na segunda semana de dezembro, o ministro da Justiça, José Gregori, assina na Itália a Convenção da ONU contra o Crime Organizado Transnacional. Pelos cálculos das Nações Unidas e da Federação Internacional Helsinque de Direitos Humanos, 75 mil brasileiras estariam sendo obrigadas a se prostituir somente nos países da União Européia, o que representa 15% de todas as escravas do continente. Segundo a mesma projeção, cerca de 95% destas mulheres estão com passaportes retidos, devem a aliciadores e vivem em condições humilhantes. (Agência Estado)





