Londrina - A equipe do Grupo Tático de Apoio em Motos (Gtam) da Guarda Municipal apreendeu ontem 305 gramas de maconha no interior da Escola Municipal Carlos Zewe Coimbra, no Jardim Marabá (Zona Leste de Londrina). É o segundo caso em um mês nesta unidade e o quarto no semestre (outras apreensões ocorreram na Escola Municipal José Gasparini, no Conjunto Farid Libos, na Zona Norte).
A droga estava escondida em uma das estruturas metálicas que sustentam a cobertura da quadra poliesportiva. ''A Polícia Militar já havia pego uma quantidade de droga há poucas semanas. Resolvemos fazer buscas durante o patrulhamento e encontramos a droga dentro da estrutura metálica da quadra'', explicou o guarda municipal Renê Lopes. O proprietário do entorpecente não foi localizado.
Também foram encontrados sacos plásticos para a comercialização do entorpecente. ''Possivelmente estão fracionando, embalando e comercializando (a droga) aqui no bairro'', afirmou. A maconha foi entregue à autoridade do 2º Distrito Policial.
A escola, inaugurada em 1972, é uma das mais antigas da rede municipal. As sete salas de aula são de madeira. O imóvel simples apresenta diversos problemas estruturais, como rachaduras e muros quebrados. O vandalismo está evidenciado de várias formas: cerca de arame farpado arrebentada, vidros quebrados e pichações (uma delas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital). A escola tem 248 estudantes matriculados e está localizada em uma das regiões mais violentas da cidade, vizinha ao Jardim Monte Cristo.
''Minha filha só está matriculada aqui porque não tenho outra opção. É um lugar que não tem segurança alguma'', reclamou a dona de casa Mara da Silva, mãe de uma estudante do 2º ano do Ensino Fundamental.
A escola conta com um vigilante terceirizado que cuida do imóvel aos finais de semana. No entanto, a presença dele não impede que jovens invadam a unidade em horários alternativos. ''Eles entram no colégio quando querem, pulam o muro que é baixo'', comentou uma funcionária que preferiu não ser identificada. O objetivo do grupo é a quadra poliesportiva, onde se divertem com jogos.
''Tem um guarda, mas se ele peitar os meninos acaba apanhando. A algazarra ocorre em todos os finais de semana. Os donos da boca entram mesmo'', afirmou uma moradora que também teve a identidade preservada.
A diretora da unidade não tinha autorização para falar com a reportagem. A secretária de Educação, Virgínia Laço, foi procurada pela FOLHA. No entanto, não se manifestou até o fechamento desta edição. A Guarda Municipal realiza rondas periódicas nas imediações da escola. Câmeras de segurança foram adquiridas pelo município, mas não há previsão para serem instaladas. Não existe garantia que a Carlos Zewe Coimbra seja contemplada.

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