Brasília, 05 (AE) - O presidente em exercício Marco Maciel enviou hoje ao Congresso mensagem solicitando a retirada do projeto que instituiria o dia 26 de abril de 2000 - data da realização da primeira missa no Brasil - como feriado nacional.
De autoria do ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca, a proposta foi duramente rechaçada e ironizada na Câmara porque possibilitaria a criação de um megaferiado de 11 dias e desgastaria a imagem da Casa junto à opinião pública.
A retirada do projeto foi acordada por Maciel, com os ministros palacianos e os líderes do partido que dão sustentação ao governo no Congresso. Segundo a assessoria do presidente, Greca foi avisado da retirada da proposta, e mesmo discordando, "por ser uma pessoa ponderada aceitou a decisão".
O projeto foi enviado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso - que está em viagem a Costa Rica e Venezuela - em 24 de fevereiro deste ano, a pedido de Greca.
Acompanhava a proposta a justificativa elaborada pelo ministro
argumentando que o feriado seria necessário para garantir o acesso dos brasileiros às comemorações dos 500 anos do Brasil.
O feriado de 26 cairia numa quarta-feira, sendo que na sexta-feira anterior será feriado de Tiradentes (21 de abril) e na segunda-feira seguinte o Dia do Trabalho (1º de maio).
Segundo assessores, Maciel ponderou que o projeto poderia "provocar um feriado muito prolongado, e consequentemente faltas ao trabalho e prejuízos à economia do País".
Bastante desgastado em razão de denúncias que apontam irregularidades em seu ministério, a retirada da proposta provoca mais um enfraquecimento da posição de Greca no governo.
Esse desgaste não admitido oficialmente pelos parlamentares do PFL no Congresso e pelo próprio ministro. "O feriado era uma loucura e nós mostramos isso ao Greca", disse o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE). "Em absoluto (é um desgaste) porque foi acordado com os líderes", ressalvou a assessoria de imprensa de Greca.

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