Brasília, 20 (AE) - O presidente em exercício, Marco Maciel, disse há pouco que não há a preocupação de a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Fianceiro vir a arranhar a imagem do governo."O presidente tem dito que a apuração dos fatos é algo que interessa ao governo, e não há nada que recear", lembrou. "Obviamente, não podemos nos manifestar antes de a CPI concluir seus trabalhos; seria uma precipitação", acrescentou. Maciel fez estas declarações após a sanção de lei que acrescenta o nome do ex-presidente Juscelino Kubitschek ao Aeroporto Internacional de Brasília. Ele disse ainda esperar que as apurações da CPI não afetarão a economia do País. "Daí porque eu espero que ela seja conduzida com responsabilidade, como o Senado sempre tem feito, tem tradição." O presidente em exercício acredita que o processo de apuração da comissão "transcorrerá de acordo com as regras e não afetará nem a economia e nem a vida social do País." "Espero que as investigações sejam feitas com objetivo de apurar os fatos, mas que não extrapolem para outros percursos que não sejam aqueles para os quais foi criada." Ele não crê que se tenha perdido o controle sobre a CPI. "A comissão está "exercitando um trabalho para a qual foi constituída", afirmou. Sobre o encontro com o relator da CPI, senador João Alberto Souza (PFL-MA), no início da tarde de hoje, relatou que conversaram apenas de passagem sobre a CPI. Macel lembrou que ele e Souza são amigos de muito tempo e disse que não deu nenhuma orientação ao senador.

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