Londrina - De acordo com o sargento José Ronaldo Gomes, do Corpo de Bombeiros, a falta de vagas nos hospitais de Londrina atinge diretamente o trabalho do Siate e do Samu. ''Sem espaço para receber os pacientes, os hospitais acabam retendo a maca das ambulâncias. Sem macas, as ambulâncias param e não têm condições de atender outras emergências no município.'', afirmou. Ele disse que na tarde de ontem duas ambulâncias ficaram quase três horas retidas. ''Ainda temos duas macas retidas no Hospital Universitário'', completou.
Conforme o sargento, o serviço conta com quatro ambulâncias para atender a cidade. ''Quando não damos conta das ocorrências acionamos o Samu, mas eles também estão sobrecarregados. Em último caso pedimos aos serviços particulares, eles ajudam quando podem mas não podemos criar um hábito de acioná-los toda hora por que eles não ganham nada por isso'', destacou.
Conforme o sargento, a maioria das ocorrências atendidas na tarde de ontem era de acidentes com motocicletas. ''É frequente este problema nos hospitais. A quantidade de leitos não tem o mesmo aumento que a quantidade de ocorrências. Esse gargalo vai explodir em algum lugar, geralmente na porta do hospital'', desabafou.
Para as equipes do Samu a situação não é muito diferente. Conforme o médico coordenador do Samu, Sérgio Canavese, em situações como a superlotação, o atendimento dos pacientes levados pelas ambulâncias é negociado com as equipes dos hospitais. ''Temos um acompanhamento das ocorrências mais graves e usamos o conceito da vaga zero. O paciente que está na ambulância precisa entrar em uma unidade hospitalar da complexidade adequada para o caso no menor espaço de tempo. Então, é uma negociação dia a dia e caso a caso'', definiu. (M.A/Colaborou Paula Barbosa Ocanha)

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