A Secretaria Estadual de Saúde informou, ontem, que passou a investigar a população de macacos que vivem no Paraná. O temor é de que estes animais possam estar contaminados pela variação silvestre do vírus causador da febre amarela. A variação silvestre da doença é transmitida pelo mosquito do gênero haemogogos, que habita matas e florestas, e que geralmente é contaminado por macacos. A região Norte do Estado foi incluída pelo Ministério da Saúde como área de risco para a febre amarela do tipo silvestre. A informação foi divulgada anteontem.
Ontem, a reportagem da Folha apurou que moradores da zona rural de Paranavaí (noroeste do Estado) teriam encontrado alguns macacos mortos e entrado em contato com a vigilância epidemiológica do município. A assessoria da Fundação Nacional de Saúde (FNS) confirmou a informação mas alegou que não tinha nenhum dado adicional sobre o assunto.
Por sua vez, a assessoria de imprensa da secretaria estadual precisou que não encontrou nenhum animal em condições de ser estudado. A assessoria informou ainda que o Estado passou a monitorar a situação dos macacos apenas neste ano e que, antes disso, não havia nenhuma informação a respeito. De concreto, segundo a assessoria, é que no ano passado foram encontrados 15 macacos mortos em todo o Paraná.
O trabalho da secretaria em relação à febre amarela (silvestre e urbana) se baseia nos seguintes tópicos: vigilância epizoótica (que são doenças contagiosas ou não, que atacam numeroso número de animais ao mesmo tempo e no mesmo lugar), vigilância sobre o mosquito Aedes aegypti (transmisssor da dengue e da febre amarela urbana) e a intensificação da vacinação.
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, a Secretaria Estadual de Saúde está tentando conseguir autorização do Ministério da Saúde para fazer uma investigação sorológica na população de macacos para saber se há circulação do vírus da doença entre os animais que vivem no Estado. Por enquanto, não existe nenhum indício claro de que haja vírus circulante de febre amarela em nenhum município paranaense.

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