MA investiga e alerta setor veterinário
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segunda-feira, 27 de julho de 1998
Edson Luiz Agência Estado 
O Ministério da Agricultura vai investigar denúncias de falsificação de medicamentos veterinários. Depois da descoberta de diversos remédios fraudados em farmácias e distribuidoras, a Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério intensificou a fiscalização em todos os Estados, inclusive acionando as secretarias de agricultura locais. Os produtos mais utilizados, e de possível fraude, são vacinas, antiparasitários, vitaminas e desinfetantes.
Na semana passada, a coordenadora de fiscalização de produtos veterinários do ministério, Maria Angélica Ribeiro de Oliveira, enviou um alerta para todos os núcleos de fiscalização e Conselhos Regionais de Medicina Veterinária pedindo uma atuação conjunta com os governos estaduais. As principais denúncias chegadas ao ministério, até agora, são de comercialização de medicamentos vencidos.
Depois dos casos envolvendo remédios, os compradores de produtos veterinários começaram a se assustar, afirmou o coordenador-adjunto de fiscalização, Ricardo Pamplona. No alerta enviado aos Estados, a secretaria de Defesa Agropecuária orienta os fiscais e médicos veterinários a recomendar aos compradores que observem a data de validade, procedência e registro no ministério, dos produtos que estão adquirindo.
Pamplona confirma a possibilidade de existir medicamentos veterinários falsificados no mercado. Por isso, o ministério está terminando uma cartilha de orientação para os produtores e comerciantes. É um manual que ensina a identificar as fraudes, diz Pamplona. Ele confirma, também, que no mercado estão sendo comercializados produtos que não possuem registros no ministério da Agricultura.
As penalidades previstas para a comercialização de produtos veterinários falsificados são quase as mesmas que o governo está adotando em relação à farmácias, drogarias, distribuidora e indústria farmacêutica. O estabelecimento poderá ser interditado, todos os produtos são retirados de circulação e os proprietários responderão à inquéritos policiais.


