Brasília- Um quinto da população do planeta não possui acesso à água potável e 40% não têm condições sanitárias básicas. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a situação é resultado de má gestão de recursos hídricos, corrupção, falta de instituições apropriadas, inércia burocrática e carência de investimentos em infra-estruturas física e pessoal. O diagnóstico consta no segundo Relatório das Nações Unidas Sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos no Mundo, que será apresentado oficialmente hoje no México, durante o 4º Fórum Mundial da Água.
O fórum reúne, desde o último dia 16, cerca de 13 mil participantes de mais de 120 países em torno de um tema central: ''Ações locais por um desafio global''. Nos dois últimos dias do encontro, ministros de Meio Ambiente do mundo inteiro reúnem-se para assegurar os compromissos firmados entre todos os países, validar os projetos e ações que devem ser implantados e fixar prazo para essas ações.
Um dos focos é assegurar que será possível reduzir pela metade o número de pessoas sem água potável até 2015 - um dos dez Objetivos do Milênio. ''Ainda estamos distantes do que foi pactuado pelas metas do milênio. Há avanços importantes, mas ainda precisamos avançar muito se quisermos cumprir a meta'', destaca Celso Schenkel, coordenador de Ciência e Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco)
no Brasil.
Segundo Antonio Félix Domingues, superintendente de Conservação de Água e Solo da Agência Nacional de Águas, o fórum é uma oportunidade para ''troca de experiências e informações sobre problemas relacionados à água, como despoluição, conservação de solo e inundações''.

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