Má conservação afeta 92% das estradas
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quarta-feira, 08 de outubro de 1997
Agência Estado Brasília 
Cerca de 92% das estradas brasileiras não estão em boas condições de conservação, o que causa um prejuízo anual de cerca de R$ 1 bilhão para a economia. Recuperar essas estradas custaria R$ 5,7 bilhões. Essas são as principais conclusões da 3ª Pesquisa Rodoviária, feita em agosto pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que analisou 38.766 quilômetros de estradas, cerca de 75% da malha rodoviária nacional.
A pesquisa de 97 aponta melhoria em relação a 1996, embora apenas 8,2% das estradas estejam em boas condições. Em 96, o percentual de estradas em bom e ótimo estado de conservação era de 6,4%. Na sinalização das rodovias, o percentual de péssimo e deficiente caiu de 87,2% para 75,2%, em 97. O levantamento da CNT constatou que os trechos considerados com deficiência de engenharia aumentaram de 89,4% para 93,3%.
Da mesma forma 84,7% do pavimento das estradas, cuja recuperação está sendo feita pelo governo federal, encontram-se em estado péssimo e deficiente, contra 81,1% no ano passado. Os investimentos na Operação Tapa-Buraco não foram suficientes, afirma o presidente da CNT, Clésio Andrade.
Foram identificados 11,8 mil quilômetros de rodovias em estado crítico. Estes não deviam nem ser usados mais por veículos, disse Clésio Andrade. Os piores trechos estão entre Maceió e Salgueiro, em Alagoas, e Salvador e Paulo Afonso, na Bahia. Dos 124 pontos críticos analisados e documentados, o mais preocupante é o quilômetro 8,2 da BR-040, o anel viário para Juiz de Fora, no Rio de Janeiro. A melhor rodovia brasileira, segundo a CNT, é a Rodovia Presidente Dutra, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo. A segunda é a estrada que liga Rio Grande ao Chuí, no Rio Grande do Sul.
A pesquisa alerta que, caso não sejam feitos investimentos nas estradas, os custos serão cada vez maiores. Eles subiriam para R$ 6,6 bilhões em 1998, R$ 7,9 bilhões em 1999 e R$ 8,9 bilhões no ano 2000, diz o documento.


