Luzes se apagam e aeroporto fecha
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segunda-feira, 18 de junho de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> Reportagem Local 
Londrina - As luzes de balizamento da pista do Aeroporto José Richa, em Londrina, sofreram uma pane no início da noite de domingo, o que impediu pousos e decolagens por meia hora.
O problema foi informado à Folha por passageiros do voo AD 4340 (Campinas - Londrina - Campo Grande), da companhia Azul, e confirmado pelo superintendente do aeroporto, Marcus Vinicius Rezende Pio. ''Foi apenas um acidente de percurso. Aconteceu um pique de luz e a iluminação teve de ser restabelecida manualmente'', contou o superintendente.
Pio não soube informar se o corte de energia foi um problema do sistema interno do terminal ou no fornecimento externo. A Central de Operações da Copel em Londrina informou que na noite de anteontem não houve nenhuma ocorrência de queda de energia na região do aeroporto. ''O que podemos dizer é que há um monitoramento do sistema de luzes 24 horas por dia. A manutenção é feita de maneira adequada'', garantiu.
A Infraero também não soube informar quantos voos foram prejudicados com a falha nas luzes de balizamentos. ''É uma ocorrência rara, que não afetou de forma significativa o terminal.''
De acordo com o empresário Arlindo Fuganti, de 62 anos, o pouso em Londrina ocorreu 40 minutos após o previsto. ''É muita irresponsabilidade deixar que este problema ocorra'', reclamou. Fuganti disse que o comandante do voo explicou que estava sobrevoando a cidade porque havia um problema no sistema de balizamento noturno e que o pouso seria feito assim que a iluminação fosse restabelecida. ''Ele informou que havia problema também no sistema reserva e que, por isso, havia optado por alternar o voo para Maringá''.
Segundo o passageiro, pouco antes de pousar em Maringá, o comandante recebeu a informação da torre de controle de Londrina que as luzes haviam voltado a funcionar. A aeronave da Azul aterrisou em Londrina por volta das 19h20.
''Não houve pânico, mas houve muita apreensão dos passageiros porque ficamos muito tempo voando baixo sobre a cidade, o que não é uma sensação exatamente agradável'', contou a empresária Marilúcia Samara, que também embarcou em Campinas. ''Não tem cabimento um problema como esse prejudicar um voo. Isso não pode acontecer'', protestou.


