Curitiba- Outro invento já em fase funcional, mas que depende de parceria com a iniciativa privada para ser fabricado, é a luva para surdos. O engenheiro eletrônico Manuel Cardoso explicou que a luva tem sensores que, conectados à mão do usuário, identificam os gestos associados à linguagem de sinais (Libras), que são transmitidos para um computador. Um software organiza as frases e transmite o áudio. O pesquisador estima um prazo de três ou quatro anos para o produto ser colocado no mercado.
Cardoso mostra muito entusiasmo ao falar de um outro projeto ainda mais inovador, que está em fase de concepção. Batizada, inicialmente, de lanterna para cegos, trata-se de uma câmera digital capaz de captar imagens e as identificar, por meio de áudio, para o deficiente visual, informando, inclusive, a distância aproximada em que o objeto se encontra. A idéia é desenvolver um software que associe, também, características físicas de pessoas e expressões do rosto como alegria, tristeza, que possam melhorar a interatividade do deficiente visual em um bate-papo na internet, por exemplo. A pesquisa básica para o desenvolvimento da lanterna deve levar, pelo menos, mais três anos, informou Cardoso.(A.L.)

mockup