Luta de ACM contra Justiça aumentou em briga com Pazzianoto
Brasília, 12 (AE) - As cobranças do presidente do Congresso, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), à atuação da Justiça são antigas e acompanham a atuação política dele, mas o entrevero ganhou força recentemente por causa de uma resposta do vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Almir Pazzianoto, ao parlamentar.
O pedido que ACM fará para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) com o objetivo de apurar irregularidades no Judiciário é mais um lance da briga entre ele e autoridades daquele Poder.
"Não fica bem essa guerra artificialmente deflagrada a partir de uma determinada cadeira do Legislativo e injustamente provocada por um agressor que não conhece limites éticos e cuja vida pessoal foi marcada por tantas tragédias que eu me pergunto se ainda consegue se manter senhor do pleno equilíbrio", afirmou Pazzianoto, provocado sobre as críticas do presidente do Senado, que vem pedindo a extinção da Justiça do Trabalho e dos tribunais militares.
O ministro referia-se à morte prematura do ex-líder do governo na Câmara Luís Eduardo Magalhães, filho e herdeiro político de ACM, morto em abril. A resposta do senador veio no mesmo tom. "Quando alguém toca neste assunto, é demonstração de incompetência e falta de caráter", disse ACM.
No discurso com que abriu os trabalhos do Congresso, o senador defendeu a reforma do Judiciário como uma prioridade. Ele fez críticas: cobrou eficiência, afirmou que a Justiça brasileira é inoperante e cara e encerrou, pedindo a extinção de alguns tribunais civis e militares, cuja existência "não faz mais sentido".
Nas últimas semanas, o presidente do Senado vem elevando o tom das críticas e chegou a prometer um pronunciamento contundente em plenário para explicar, "em minúcias", o que qualificou como fatos que demonstrariam as irregularidades praticadas no Poder Judiciário.





