Luta contra as doenças de Patrícia durou 11 anos
Em 1983, Geraldina Faust Ló, casada com o comerciante Afonso Ló e mãe de três filhos adultos, decidiu adotar uma criança. No dia 4 de maio daquele ano, às 21 horas, uns primos de Geraldina trouxeram de Ivaiporã (110 km ao sul de Apucarana) uma criança que tinha nascido na madrugada daquele mesmo dia. O bebê pesava apenas 900 gramas e media 36 centímetros. A mãe, de 22 anos, tinha dado à luz duas meninas gêmeas e foi obrigada a dá-las para adoção por falta de condições para criá-las.
A família Ló batizou a menina com o nome de Patrícia. Na primeira consulta médica o pediatra já percebeu que a menina não era saudável. Os exames revelaram que Patrícia sofria de múltiplas deficiências. Foi a primeira, de muitas outras vezes, que Geraldina escutou de um médico a sentença de morte de sua filha: a menina não teria chances de sobreviver, por ser anêmica e totalmente desnutrida.
Só que eu não via isto em minha filha. Eu via nos seus olhos um pedido de ajuda: Me ajude que eu quero viver, conta Geraldina. Aos dois meses de idade novos exames e foi diagnosticada microcefalia e paralisia cerebral. Novamente Geraldina escutou que sua filha não sobreviveria.
Patrícia tinha cinco anos de idade quando descobriram que ela sofria também de anemia hemolítica auto-imune. Foram 27 dias de internamento nos quais os médicos acreditavam que ela não resistiria. Mas Patrícia ainda viveu mais seis anos, quando finalmente em 1994 não resistiu à doença. Foram no total 11 anos de muito sofrimento e muitas internações.Apesar de toda dor que sentia, Patrícia era muito alegre, sempre sorridente, conta.
A menina, segundo Geraldina, tinha um carisma tão grande que muitas vezes a assustava. As pessoas paravam na rua para vê-la, lembra. Geraldina afirma que foi esta alegria e força de vontade que deu forças para que ela lutasse pela sua vida durante 11 anos. (E.P.)





