Uma em cada cinco mulheres sofre violências sexuais antes dos 15 anos. A denúncia foi feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na véspera do Dia Internacional da Mulher. ‘‘Isso causa conseqüências nefastas para a saúde da mulher posteriormente’’, observou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, em um comunicado. A violência exercida por seu próprio companheiro é a forma de violência mais constante na vida das mulheres, mais do que as agressões ou estupros cometidos por desconhecidos, segundo informou a diretora da OMS. As graves conseqüências dessa violência para a saúde das mulheres foram citadas no comunicado. Em 2006, 74% das pessoas que viviam com o vírus da Aids na África subsahariana eram mulheres jovens. A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Louise Arbour, assegurou que ‘‘a violência contra as mulheres está classificada como um dos crimes mais correntes e menos punidos no mundo’’. Mais de meio milhão de mulheres morrem anualmente por causa de complicações relacionadas com gravidez e parto. Esta cifra não variou nos último 20 anos, enfatizou a diretora da OMS.

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, em Nova York, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

As mulheres que sofrem violência podem procurar qualquer delegacia, mas é preferível que elas vão às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, também chamadas de Delegacias da Mulher. Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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