A ação anti-inflamatória do óleo de peixe (ômega 3) motivou outra pesquisa, desta vez sobre lúpus, doença autoimune. Pacientes que têm a doença ainda podem se candidatar para participar do estudo. Hoje, 20 já estão participando, mas a expectativa é que o número de voluntários chegue de 80 a 100.
A idéia, segundo os pesquisadores Andréa Simão e Isaias Dichi, é utilizar o óleo de peixe também em alta dosagem, mas substituir a soja pelo azeite de oliva para minimizar os efeitos colaterais do ômega 3.
O lúpus é uma doença que afeta articulações, pele, colabora para o aumento da pressão arterial e causa distúrbios de lipídeos no sangue. O tratamento usual é feito com corticóide, medicamento que pode causar efeitos colaterais como aumento da gordura no sangue e levar à obesidade e ao diabetes. ''Com o óleo de peixe o que esperamos é diminuir os efeitos do corticóide e a quantidade de medicamento usada'', aponta Andréa.
Os participantes da pesquisa precisam passar por consultas inicial e final para avaliação, e exames laboratoriais. O paciente deve ter a doença diagnosticada, mas não ativa, e precisa se comprometer a usar os suplementos, que serão fornecidos gratuitamente, durante o tempo do estudo.
Outra pesquisa, segundo Dichi, mostrou bons resultados do ômega 3, na dosagem de 4,5 gramas (15 cápsulas), para pacientes com artrite reumatóide, também associado ao azeite de oliva.
Também participam do grupo de pesquisa da UEL a médica clínica Jane Bandeira Dichi, os farmacêuticos bioquímicos Décio Sabbatini Barbosa, Rubens Cecchini e Marcel Lozovoy, a médica reumatologista Cecília Lisete Almendra, e a estatística Tieme Matsuo.(C.P.)
Serviço: Pacientes com lúpus podem se candidatar à pesquisa pelo (43) 3371-2619

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