Lula promete fazer ''revolução na saúde''
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quinta-feira, 20 de maio de 2004
Agência Folha 
Brasília, DF- Os investimentos em saneamento básico anunciados ontem pelo governo irão promover uma ''revolução na saúde'', segundo avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ''Fica muito mais barato fazer a medicina preventiva e evitar que as pessoas fiquem doentes'', disse.
Durante solenidade em que foram assinados os contratos para a liberação de R$ 2,125 bilhões para que os governos estaduais e municipais possam investir em tratamento de água, esgoto, lixo e drenagem urbana, Lula destacou que a cada R$ 1 investido em saneamento básico é possível economizar outros R$ 4 na tratamentos de saúde, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde.
Os recursos liberados ontem serão emprestados a 70 municípios, seis empresas estaduais e cinco governos estaduais além do Distrito Federal. Até o final de junho, o governo deverá liberar o restante dos recursos para completar R$ 2,9 bilhões.
A maior parte dos recursos (R$ 1,23 bilhão) é proveniente do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Por serem recursos dos trabalhadores, o presidente fez questão de destacar que somente estão sendo beneficiados com o financiamento aqueles estados, municípios ou empresas públicas com comprovada capacidade de pagamento.
Ao anunciar os investimentos, o presidente pediu pressa aos prefeitos, governadores e administradores das empresas públicas. Ele quer que ''o dinheiro seja o mais rapidamente possível transformado em saneamento básico''.
''Posso garantir para vocês que nós vamos investir em saneamento básico no meu governo o que não foi investido em algumas décadas no Brasil. Faço isso porque eu acho que as crianças brasileiras têm o direito, já que são pobres, de brincar pelo menos num lugar que não dispute com dejetos o metro quadrado que ela tem para brincar'', completou.
Os recursos para saneamento básico deverão ser investidos principalmente nas regiões metropolitanas. O Estado de Minas Gerais ficou com a maior parcela dos recursos, com um total de R$ 509 milhões, seguido de São Paulo, com R$ 427 milhões e Bahia, R$ 163 milhões. O Paraná deverá receber R$ 113 milhões.


