Lula cai 2 pontos em pesquisa CNT/Vox Populi
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terça-feira, 25 de janeiro de 2000
Por Ricardo Osman 
Brasília, 25 (AE) - A pesquisa do Instituto Vox Populi, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), aponta que o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, perdeu 2 pontos porcentuais de outubro a janeiro, na corrida pela sucessão presidencial de 2002. Ele é seguido pelo ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes, com 19%, e o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (sem partido), com 10%.
O ministro da Saúde, José Serra, aparece com 3% das intenções de voto, atrás do governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), e do presidente nacional do PPB, Paulo Maluf, empatados com 6%.
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), surge com 5% em outra tabela usada na pesquisa, sem o nome da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), mas com o do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que fica em quarto lugar, com 7% dos votos.
O desempenho de Roseana, que figura em quarto lugar na disputa pela Presidência, com 8% das intenções de voto - dois pontos porcentuais acima dos 6% que detinha há dois meses, segundo levantamento divulgado pelo PFL -, de acordo com o presidente da CNT, Clésio Andrade, deve-se, entre outras coisas, à credibilidade da mulher na vida pública. "A candidatura dela está crescendo desde que seu nome foi colocado como possibilidade na sucessão e é a governadora mais bem avaliada", afirmou. "Mas não tenho dúvida de que a mulher está sendo mais bem cotada pelo povo para ocupar cargos públicos."
É o que mostra a pesquisa. A mulher brasileira está despontando como alternativa viável para o exercício do poder, na opinião dos brasileiros. Para a metade dos entrevistados, a mulher é "mais confiável" do que os homens (50% contra 23%) no exercício dos cargos públicos. Segundo 57% da população, a mulher é "mais honesta" que os homens (12%).
A mulher também sai na frente quando a questão é competência na administração: a vantagem é de 43% contra 24%, que julgaram os homens mais competentes. O instituto de pesquisa procurou saber até se o eleitor votaria numa mulher para ocupar o Palácio do Planalto. Do total dos entrevistados, 72% disseram que votariam, 23% que não votariam e 5% não souberam responder ou não responderam.


