Luizinho Drumond depõe e nega crime
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quinta-feira, 12 de novembro de 1998
Andreia Maia Agência Estado 
O banqueiro do jogo do bicho Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho Drumond, negou ontem ser o mandante do assassinato do contraventor Paulo Roberto Andrade, o Paulinho Andrade, morto dia 21, na Barra da Tijuca, no Rio. Ele é acusado por uma testemunha, o ex-presidiário J.C.B., de 48 anos. Luizinho se apresentou ontem ao procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Hamilton Carvalhido, para contestar as acusações. A testemunha vai ajudar a Justiça a fazer o retrato falado do criminoso na próxima semana.
Luizinho Drumond, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio e da Imperatriz Leopoldinense, chegou à Procuradoria de Justiça por volta das 10 horas, acompanhado de seu advogado, Ubiratan Guedes. Além de Carvalhido, o banqueiro foi recebido pela promotora da 1ª Central de Inquérito, Maria Aparecida Lamoglia, em uma audiência de menos de meia-hora.
Ao sair, Luizinho Drumond disse que é inocente. Não tenho nada a ver com isso, afirmou o contraventor. Segundo Guedes, as acusações contra o seu cliente são levianas. Essa testemunha foi plantada por alguém para incriminar Luizinho, afirmou o advogado.
O procurador-geral disse que o bicheiro não prestou depoimento, mas colocou-se à disposição da Justiça para contribuir na apuração da veracidade da denúncia. Carvalhido disse que Luizinho Drumond só será chamado para depor se as investigações provarem seu envolvimento no crime.
A promotora informou não haver uma acusação formal contra o contraventor, apenas a denúncia da testemunha que procurou o Ministério Público (MP) para revelar que havia sido convidado por um ex-policial militar para participar do crime, no qual o mandante seria Luizinho Drumond. A denúncia do ex-presidiário, disse, está sendo investigada minuciosamentepelo MP.
Estamos verificando a credibilidade da denúncia, destacou Maria Aparecida. Queremos evitar o indiciamento prematuro e injusto, disse. Ela não descarta a hipótese da testemunha ter participado do crime como motorista do Gol branco do qual o criminoso teria desembarcado para matar Paulinho Andrade e seu segurança, Haroldo Alves Bernardo, que estavam parados em um sinal na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, dia 21 de outubro.


