Rio, 05 (AE) - Luíza Brunet fez que não ia, mas vai. Grávida de seis meses, ela quase desistiu de desfilar como madrinha de bateria da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, mas hoje tomou a decisão de sair ao saber que seu lugar ficaria vago. Sua fantasia vai acompanhar a dos ritmistas. Eles estarão vestidos de papagaio, com enorme chapéu de plumas verdes.
Não é a primeira vez que Luíza desfila grávida, pois há 11 anos, quando esperava sua filha Yasmim, saiu em um carro alegórico da Portela. "Eu não gostei muito porque fiquei com medo de cair do queijo, por isso nunca mais deixei de sair do chão", lembra a modelo. "Na época da Yasmim eu estava também com seis meses de gravidez e tudo correu muito bem".
Luíza, que vai ser mãe de Antônio ou Armando (nomes entre os quais está em dúvida para o seu filho) no fim de abril ou início de maio, tinha decidido não sair como madrinha de bateria por temer críticas. "O médico não me proibiu de nada", disse ela. "Eu é que fiquei temendo comentários de que nem grávida eu deixava de aparecer no carnaval". O marido da modelo
Armando, resume a questão: "O problema da Luíza é mais moral que físico, porque nada a impede de sambar na frente de uma bateria".
Sair à frente da bateria vai ser a única atividade carnavalesca de Luíza este ano. A Imperatriz Leopoldinense, que sai com o enredo "Brasil, mostra sua cara em...theatrum rerum naturalium brasiliae", vai ser a última a desfilar na segunda-feira de carnaval, ou seja, deve entrar na avenida já na manhã de terça-feira. Por isso, Armando vai acompanhar Luíza durante todo o desfile, dando apoio e levando o kit básico de carnaval. "Não pode faltar sal, batom, pó compacto, uma roupa e um sapato para serem trocados ao fim do desfile, purpurina e um gole de uísque", enumera Armando. "Mas este ano, como estou grávida, o uísque vai ser substituído por água mineral", rebate Luíza.

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