Luiz Marinho diz que renovação de acordo manterá emprego
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sexta-feira, 07 de maio de 1999
Por Marli Olmos 
São Paulo, 08 (AE) - O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, disse hoje que a renovação do acordo emergencial, mesmo que mantido o reajuste de preços, é a forma possível de manter o emprego no setor. "Sem isso, será fatal porque haverá ainda aumento de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados ) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)", destacou o sindicalista.
Marinho disse que prefere esperar a reunião do setor com o governo, na terça-feira (11), para avaliar se as montadoras precisam aumentar os preços. "O Pinheiro (José Carlos Pinheiro Neto, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) me disse que, apesar de não ter gostado, vai abrir os balanços", comentou Marinho.
O sindicalista participará com representantes da indústria de reunião que o governo fará na terça-feira, com uma empresa de auditoria, a Trevisan Associados, em São Paulo. A idéia é avaliar os balanços das montadoras referentes aos períodos de 1998 e primeiro trimestre de 1999.
Os sindicalistas do ABC também decidiram aguardar essa nova fase de negociações antes de programara novas manifestações. Esta semana houve paralisações nas fábricas de automóveis do ABC. Segundo Marinho, com a renovação do acordo, o nível de emprego estará garantido até o dia 4 de julho. Nesta data, deverá expirar mais uma etapa do acordo emergencial, programado pelo governo para ser renovado a cada 60 dias.
O sindicalista não comentou a provável ociosidade que poderá atingir as linhas de produção em decorrência da queda de vendas provocada pela alta dos preços. As montadoras aumentaram os preços em até 9,98% esta semana, alegando pressão dos custos.
Isto fez o governo cancelar a renovação do acordo. Sem o acordo
os preços subiriam ainda mais na próxima semana - com o fim dos subsídios fiscais previstos na negociação (índices mais baixos de IPI em todo o País e ICMS em alguns Estados). Diante da possibilidade de uma crise de desemprego no setor, o governo resolveu reabrir a discussão e condicionou a renovação do acordo à comprovação, pela indústria , de que os aumentos são necessários.


