Lucro da Shell cresce 5% a US$ 1,6 bi no trimestre
Londres, 05 (AE-DOW JONES) - A Royal Dutch/Shell divulgou hoje em Londres resultados muito acima do esperado no segundo trimestre. O balanço mostra que o programa de reestruturação da gigante anglo-holandesa do setor do petróleo está rendendo dividendos. O lucro líquido com base no custo atual de fornecimento, que exclui perdas e ganhos com estoques, cresceu 5% para US$ 1,61 bilhão, de US$ 1,54 bilhão no mesmo período do ano passado. Os analistas esperavam um recuo nos lucros para algo entre US$ 1,38 bilhão e US$ 1,45 bilhão. O lucro líquido subiu para US$ 1,946 bilhão, de US$ 1,497 bilhão.
O grupo se beneficiou da alta nos preços do petróleo depois da decisão da Opep, em março, de aplicar uma redução na produção. O preço do petróleo Brent ficou em US$ 15,45 o barril, na média, no segundo trimestre, de US$ 13,30 em igual trimestre do ano passado. A Shell está bastante confiante quanto ao cenário de médio prazo para o preço do petróleo, que está se aproximando de US$ 20 o barril. "Desde que a produção global não tenha um aumento significativo, o crescimento projetado na demanda por petróleo dará uma base para o contínuo fortalecimento do preço do produto nos próximos meses", afirmou a Shell.
Mas, de maior interesses para os analistas da empresa, foram os avanços na redução de custos registrados no trimestre. Os progressos em direção à meta de redução de US$ 2,5 bilhões até o ano 2001 foram obtidos com ganhos de US$ 450 milhões na primeira metade do ano. Houve também uma redução de US$ 160 milhões no período no programa de exploração, informou a Shell.
Os benefícios da alta do preço do petróleo e da redução de custo foram superiores aos efeitos da significativa queda nas margens de lucro com refino. Os investimentos no trimestre totalizaram US$ 2,25 bilhões, mais de 26% abaixo dos do mesmo período no ano passado, o que reflete efeitos da rígida disciplina na alocação de capital. A companhia está pagando dividendos de 5,5 pence no semestre. O Royal Dutch-Shell Group é uma holding que tem 60% de seu controle em mãos da Royal Dutch Petroleum, com sede na Holanda, e 40% com a Shell Transport & Trading, com sede em Londres.





