São Paulo, 08 (AE) - A BrasilPrev, empresa de previdência privada do Banco do Brasil e da Sul América, fechou o ano de 98 com um crescimento de 60% no seu lucro líquido em relação ao período anterior. A empresa lucrou R$ 13,1 milhões e obteve uma rentabilidade de 23,6% sobre o seu patrimônio líquido médio. Os números foram divulgados pelo presidente da BrasilPrev
Fuad Noman.
A empresa arrecadou R$ 346,7 milhões no ano passado, o que significa um crescimento de 37% sobre o saldo de 97. Segundo Noman, esse índice ficou bem acima da média do mercado de previdência privada, que foi de 23%. A carteira de investimentos da BrasilPrev, por sua vez, atingiu o montante de R$ 698,5 milhões, o que representa um acréscimo de 56,5% sobre 97. Essa carteira, disse Fuad, representou, no final de 98, 9,9% do do mercado. A rentabilidade das aplicações financeiras foi da ordem de 20,32% em 98, afirmou o presidente da BrasilPrev.
Noman explicou que o principal fator responsável por esse bom desempenho da BrasilPrev em 98, além da boa rentabilidade das aplicações e da redução de custos, foi o Plano Júnior, um produto voltado para jovens até 21 anos. No ano passado, a BrasilPrev comercializou 190 mil planos, dos quais 120 mil eram planos Júnior. A comercialização deste produto cresceu 58% em 98 em comparação ao ano anterior. "Trata-se de um mercado que não tinha produtos desta natureza até então", disse Noman. "Conquistamos a vice-liderança no ranking de empresas de previdência privada aberta em número de participantes ativos, com mais de 400 mil contratos em vigor", afirmou.
Para este ano, disse Norman, a BrasilPrev pretende ter como foco principal as micro, pequenas e médias empresas. A empresa lançou no ano passado planos especiais para estas empresas, com um número de funcionários insuficiente para justificar a criação de um plano de previdência fechado. "Nossos planos foram feitos para empresas de qualquer tamanho, com custos que podem chegar entre 5% e 7% da folha de pagamento da empresa", afirmou o executivo.
Através desta estratégia, afirmou Noman, a expectativa é de que este ano a BrasilPrev obtenha um aumento superior a 40% em sua arrecadação. Além disso, ele prevê um acréscimo entre 50% e 60% na carteira de investimentos e nas reservas técnicas da empresa. "Queremos aumentar em 20% nossa base de participantes ativos. Temos produtos, canal e uma marca forte que nos permite pensar desta forma."
A crise não leva a BrasilPrev a pensar diferente. "Em 98, ano que começou com os impactos da crise da ásia e sofreu posteriormente com a crise da Rússia, ainda assim rendeu bons resultados à empresa", explicou Noman. Ele acredita que as crises levam as pessoas e empresas a pensarem mais sobre aplicações de longo prazo. "Há uma consciência mais forte de que a previdência privada é a única saída." Na avaliação do presidente da BrasilPrev, existem hoje cerca de 10 milhões de pessoas que ganham acima de 10 salários mínimos e que deveriam ter previdência privada. As empresas, no entanto, não chegam a atender 3 milhões desse total.
Ele acredita que esse universo de contribuintes poderá ser integralmente atendido em 5 anos, caso o mercado de previdência privada mantenha esse ritmo de crescimento. "É preciso ainda um tempo para que se consolide a consciência de que o Estado não é mais provedor de aposentadorias." Os planos da BrasilPrev são garantidos pelo Banco do Brasil, Sul América e outras instituições privadas nacionais. O BB detém 46,3% de participação na empresa, contra 33% da Sul América. No ano passado, o patrimônio líquido da BrasilPrev totalizou R$ 59,7 milhões, com um acréscimo de 19,1% em relação a 97.

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