Lucro com pinhão protege araucárias
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domingo, 10 de julho de 2016
Celso Felizardo 
Pinhão - No trevo de acesso, a emblemática frase "Jesus Cristo é o Senhor do Pinhão" dá o tom do que o visitante vai encontrar em Pinhão, município de 30 mil habitantes no Centro-Sul do Estado. Lá, a semente da araucária que dá nome à cidade é cultuada como algo sagrado. Tanto que o município é o maior produtor do País, segundo dados do Relatório de Extrativismo e Silvicultura 2014, a mais recente base de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o estudo, somados a produção (árvores plantadas para o cultivo) e o extrativismo (colheita de sementes de árvores nativas), o município comercializou 498 toneladas de pinhão em 2014. Porém, a informalidade do setor leva à subnotificação. Boa parte da colheita é vendida à beira das estradas pelos atravessadores. "Só eu sozinho vendi quase 500 toneladas este ano", garante o produtor e comerciante Luiz Hamilton Kitcky, de 46 anos. O preço do quilo do produto está sendo vendido por R$ 5 na fonte e chega até a R$ 8 nos supermercados.
A colheita, que começou em 1º de abril, termina neste mês de julho. De acordo com estimativas do mercado, a safra deste ano deve ser de 12 mil toneladas, 20% maior que a de 2015. A lucratividade com o pinhão tem sido um bom motivo para os produtores ganharem dinheiro com a araucária em pé. Pinhão, Guarapuava e Turvo dividem os primeiros lugares em produção de pinhão com as catarinenses Painel, São Joaquim e Urupema.


