Goiânia, 28 (AE) - O cantor sertanejo Luciano, da dupla com o irmão Zezé, defendeu hoje (28) a pena de morte como última medida para o combate ao crime. Ele ressaltou, porém, que o poder público deve garantir a segurança da população.
Depois disso, na ocorrência de crimes brutais, como sequestro ou estupro seguidos de morte, a pena de morte deveria ser aplicada. Ao lado do irmão, Luciano iria participar à noite em Goiânia do lançamento da campanha Goiás contra o Crime, promovida pelo governo do Estado.
Um show gratuito estava previsto para começar às 22h30. A dupla decidiu integrar o projeto por causa do sequestro do irmão Wellington Camargo, que ficou 95 dias em cativeiro e foi libertado em 21 de março. Foi o mais longo caso em Goiás.
"Primeiro, devemos mudar as leis, garantir a segurança", explicou Luciano. Segundo ele, a pena de morte seria o último recurso de um processo de medidas contra a violência. "Meu irmão ficou 95 dias em cativeiro literalmente, mas nós e a população estamos também num cativeiro, pois não podemos sair para a rua com segurança", afirmou o cantor.
"Queremos mostrar com esse show nossa preocupação com a violência", disse. "Estamos mostrando o nosso recado, mas quem deve tomar todas as medidas necessárias contra a violência é o poder público, os parlamentares."
O cantor defendeu mudanças na legislação brasileira, como a adoção do bloqueio de bens da família da vítima de sequestro. De acordo com Luciano, a intenção da dupla é levar o espetáculo, sempre gratuito, para todo País. "Hoje, esse show cabe em qualquer parte do Brasil, pois a violência está em todas os lugares, não só nas grandes cidades, como São Paulo." Para isso
a dupla espera receber convites de autoridades públicas.
O lançamento da campanha Goiás contra o Crime teve início às 17 horas, com uma passeata da Praça Cívica, marco zero da cidade
à Praça dos Trabalhadores, onde iria ocorrer o show. Fizeram o percurso o governador Marconi Perillo (PSBD), autoridades estaduais e populares.
Segundo o secretário da Segurança, Demóstenes Xavier Torres, a campanha vai durar 60 dias, marcando uma série de medidas do governo contra a violência em Goiás. Entre elas estão a restrição a bares - principais locais de ocorrência de homicídios -, aumento do efetivo policial, integração das Polícias Civil e Militar, combate ao furto e roubo de veículos - crime de maior ocorrência no Estado - e aumento dos conselhos comunitários de segurança. "Queremos a participação da população para que esses conselhos passem de 100 para 600."

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