Lucent diz que está pronta para convergência de voz e dados
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domingo, 29 de agosto de 1999
Por Renata Deos 
São Paulo, 30 (AE) - A Lucent Technologies está pronta para suprir as necessidades de convergência de voz e dados com uma série de soluções tecnológicas. Isto foi o que demonstraram hoje, em São Paulo, o fundador da consultoria Blackberry Bay, Jim Michaels, e diretores da InterNetworking Systems da Lucent.
Eles falaram sobre os avanços alcançados no setor após a fusão entre Lucent Technologies e Ascend Communications e as vantagens que serão obtidas com a implementação de uma infraestrutura de banda larga para transmissão de voz e dados no País.
Segundo um relatório do International Data Corporation (IDC), o mercado de acesso ATM (asynchrounous transfer mode) tecnologia que permite transmissão digital por linhas telefônicas comuns, deve crescer de US$ 180 milhões em 1998, para US$ 1,2 bilhão em 2003.
"A convergência de voz e dados está fortalecendo o apelo por ATM dentro das redes de operadoras, especialmente entre as empresas-espelho que iniciam seus serviços", diz o analista de pesquisa do IDC, Radha Vichare.
As estimativas do consultor norteamericano Jim Michaels apontam para o crescimento do comércio eletrônico como resultado da convergência por causa da diminuição do preço do acesso. Segundo ele, esta redução pode chegar a até dez vezes o valor. Além do preço competitivo, a convergência de voz, dado e vídeo significa um atrativo ao usuário final por ser um valor agregado ao produto fornecido por determinada empresa.
Para exemplificar como este tipo de tecnologia funciona, o diretor de Marketing Estratégico da divisão, Raj Alur, mostrou um vídeo de uma simulação de compra pela Internet onde o "comprador eletrônico" fala com o call center, ou o "vendedor eletrônico" da empresa via Internet em tempo real e recebe imediatamente a resposta à sua dúvida, mais uma proposta de acessórios à compra e uma oferta de promoção no caso da compra de outro produto.
"Esta tecnologia funciona e causará profundo impacto", diz Alur. Segundo ele, quem não se adaptar vai perder terreno para empresas novas. "Se as atuais não fizerem, alguém fará em seu lugar", diz Raj Alur.


