Lotes de Diazepan sob suspeita
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de julho de 1998
Agência Folha 
A Direção Regional de Saúde de Taubaté (SP) vai enviar esta semana um comunicado ao CVS (Centro de Vigilância Sanitária), em São Paulo, para alertar sobre lotes do medicamento Diazepan 5 mg fabricado pelo laboratório Windson, de Pouso Alegre (MG). De acordo com a diretora da Vigilância Sanitária da DIR de Taubaté, Nádia Maria Magalhães Meireles, o laboratório não tem registro no Ministério da Saúde, o que caracteriza o estabelecimento como clandestino.
A decisão sobre a forma de recolhimento dos lotes no Estado será tomada pelo CVS, que pode proibir a venda do remédio desse laboratório em São Paulo. A definição sobre o assunto precisa ser publicada no Diário Oficial. Nádia disse que conseguiu a informação sobre a falta do registro do Windson por meio da Vigilância Sanitária de Pouso Alegre (MG) na última sexta-feira.
No final de semana, a reportagem não conseguiu localizar representantes do Ministério da Saúde para falar sobre o assunto. O laboratório Windson também foi procurado, por telefone, mas os responsáveis não foram encontrados.
A denúncia sobre o medicamento fabricado pelo laboratório mineiro partiu da Secretaria da Saúde de São Luís do Paraitinga e foi feita na última semana. Segundo a DIR de Taubaté, um consumidor detectou que não havia o registro do Ministério da Saúde na embalagem e levou o produto à secretaria municipal.
O órgão, por sua vez, pediu orientação para a direção regional. A secretaria de São Luís do Paraitinga já começou a avisar as farmácias da cidade para que recolham os lotes do medicamento. Esta semana, a DIR começa a fazer a interdição cautelar dos lotes nos estabelecimentos da cidade, que são quatro ao todo. O Diazepan é indicado como relaxante muscular e está na lista dos medicamentos com tarja preta - cuja venda é controlada e só pode ser feita mediante apresentação da receita médica.
Nádia disse que não será necessário enviar amostras para análise. Só pelo fato de o laboratório não ter registro, já fica caracterizado que ele é clandestino. A orientação da Vigilância Sanitária de Taubaté é que os órgãos municipais responsáveis pela fiscalização em farmácias e drogarias façam a verificação do remédio do laboratório Windson.
Caso ele seja encontrado, as vigilâncias podem adotar a interdição cautelar dos lotes. Esta semana, a Vigilância Sanitária de Taubaté, responsável por 27 municípios, deve continuar as fiscalizações em farmácias e drogarias da região.


