Lotéricos querem processar Caixa
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de março de 1999
James Alberti 
Donos de casas lotéricas do Paraná pretendem entrar na Justiça caso a Caixa Econômica Federal não restitua, até o final do mês, o convênio entre as empresas e a Sanepar. A decisão foi tomada ontem, em uma assembléia no Centro de Convenções de Curitiba, por representantes de 140 das 420 lotéricas do Estado.
O convênio, que permitia o recebimento das contas da Sanepar pelas lotéricas, foi rompido pela Caixa no dia 4 de janeiro deste ano e já teria provocado redução de 50% do rendimento das empresas. A venda de loterias também teria tido redução de cerca de 40%, segundo informações do diretor de comunicação do Sindicato dos Empresários de Lotéricas do Estado do Paraná, Marcelo Gomes Scalassara.
A clientela estaria sendo transferida para setores informais, como supermercados, farmácias e agências do Correio. Uma saída para o impasse, segundo Scalassara, seria o estabelecimento de um convênio direto com a Sanepar, que, a princípio, teria posição favorável ao acordo.
Dois motivos teriam levado a Caixa Econômica Federal a cancelar o contrato. O primeiro seria a falta da tarja magnética nas contas emitidas pela Sanepar. O segundo seria o aumento da tarifa destinada à Caixa pelo uso da rede lotérica na cobrança. Conforme Scalassara, em cada conta a Caixa recebia, até encerrar o convênio, R$ 0,30. Agora, a Caixa estaria querendo receber R$ 1,00 por conta.
O delegado do sindicato na Região de Londrina, Vitor Nonino, disse que o órgão vai esperar até o final do mês para tomar qualquer medida, pois teria obtido a promessa do presidente da Caixa Econômica Federal, Emílio Carazzai, de que o assunto seria revisto.
Os sindicalistas também discutiram propostas de reação à possibilidade de outro convênio - o que permite o recebimento de contas da Copel - ser cortado. Conforme o diretor do Núcleo de Desenvolvimento do sindicato, José Minoru Maru, um fax da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) teria informado ao órgão que, a partir de 4 de abril deste ano, o convênio estaria suspenso.


