Longevidade está associada à cultura e ao ambiente
A própria situação geográfica do Japão, de limitações territoriais, levou à população a desenvolver hábitos alimentares próprios. São hábitos saudáveis, mas sem a ingestão de muitas carnes e leite e mais baseada em peixes, soja e vegetais. ''A longevidade dos japoneses é uma das mais altas do mundo, assim como a dos escandinavos'', salientou o pesquisador Paulo Guilherme Ferreira Ribeiro. Segundo ele, a longevidade está associada à cultura e ao ambiente e não apenas à genética, como se acreditava.
O pesquisador afirmou que a longevidade de um povo não tem relação com as suas condições financeiras, uma vez que os cubanos são mais longêvos do que os americanos, por exemplo. Em média, os brasileiros também vivem menos do que cubanos, mexicanos, colombianos e chilenos. ''A longevidade também tem relação com o acesso à educação, à alimentação e à saúde e, no Brasil, há uma discrepância no acesso à saúde entre as várias regiões'', comentou.
Segundo ele, em média, uma família americana gasta US$ 346 por semana e a alimentação é basicamente de comida industrializada. Já os japoneses desembolsam cerca de US$ 317 com peixes, vegetais e frutas; os mexicanos gastam bem menos US$ 189 com alimentos como vegetais, frutas, leite mas consomem muito refrigerante. Um dos países com menor gasto familiar é no Equador: US$ 31,55, onde há consumo de frutas, vegetais e grãos. (F.M.)





