Dentro de duas décadas, o Brasil terá a sexta maior população idosa do mundo e deve estar preparado para atender esse grupo. O alerta foi feito pela presidente da Seção Paraná da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG/PR), Ivete Berkenbrock. Ela esteve em Curitiba no encerramento da 16ª edição de um evento da SBGG/PR sobre saúde na popularmente chamada terceira idade.
  Hoje, a população de idosos no país é 15 milhões de pessoas, a 16ª do mundo. ‘‘O aumento da longevidade da população brasileira é ótimo e desejável, mas traz uma maior incidência de doenças que se manifestam com mais freqüência depois dos 60 anos: artrose, diabetes, demências, osteoporose. Isso representa uma série de desafios, que exigem o envolvimento da comunidade científica e políticas públicas de saúde que minimizem os efeitos deletérios das doenças’’, explicou Ivete Berkenbrock.
  A presidente da entidade avalia que as políticas públicas brasileiras para o idoso avançaram. O Estatuto do Idoso, ela cita, foi uma conquista, assim como a distribuição de alguns remédios de alto custo e a criação de conselhos estaduais do idoso. Para ela, as políticas públicas para o idoso nas próximas décadas terão que contemplar necessariamente dois aspectos: a capacitação de profissionais de saúde para atendimento de idosos e a prevenção de doenças crônicas por meio da divulgação da necessidade de melhor alimentação, atividades físicas e outros fatores.
  A longevidade, em 30% dos casos, está associada a fatores genéticos e em 70%, ao estilo de vida. ‘‘É necessário visar não apenas a longevidade, mas combinar envelhecimento com autonomia e independência’’, defende a presidente.

É um tipo de doença que não é sanado num tempo curto, definido usualmente em três meses, podendo ser extremamentes sérias. Mesmo não pondo em risco a saúde física, são geralmente incomodativas levando à queda da qualidade de vida e atividades da pessoas. Muitas doenças crônicas não apresentam sintomas – ou não na maior parte do tempo –, mas caracterizam-se por episódios agudos perigosos e/ou muito incomodativos.

Em 1º de outubro de 2003 foi instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. O idoso goza de todos os direitos fundamentais, sendo ainda asseguradas por lei ou por outros meios todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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