A empresa Londrisul foi a única a apresentar proposta na licitação para o serviço de transporte coletivo em Londrina. Os envelopes com a documentação foram abertos nesta quinta-feira (25), na sede da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização). Representantes da empresa acompanharam as atividades da Comissão de Licitação formada por técnicos da Companhia.

O edital, com valor total estimado em R$ 2,1 bilhões, prevê a execução do serviço durante 15 anos. No entanto, a área para a gestão do transporte coletivo foi dividida em dois lotes. A Londrisul apresentou proposta para a chamada área 2, com valor estimado em R$ 758 milhões.

Conforme o presidente da Companhia, Marcelo Cortez, ainda que a empresa seja a única interessada, é necessário verificar detalhes técnicos, administrativos e financeiros para a assinatura do contrato e realização dos serviços.

“Um passo foi dado em relação a finalização de um lote. O modelo adotado pelo município de Londrina que atende aos interesses da população se mostrou viável e possível. Tanto é que uma empresa veio. […] O nosso modelo não foi impugnado judicialmente, as nossas condições previstas no edital são exequíveis”, defende. Mesmo que a Londrisul esteja habilitada a realizar os serviços em um dos lotes licitados, Cortez já adiantou que um novo edital será aberto em breve.

A TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina) não apresentou propostas. A empresa questionou o edital e apontou irregularidades que, administrativamente, foram rebatidas pela CMTU. Representantes da TCGL acompanharam a abertura de envelopes na manhã desta quinta, mas não se manifestaram.

Em nota, a assessoria de imprensa da empresa informou que “sempre manifestou publicamente seu real interesse na continuidade dos serviços”. Porém, assessorias técnicas contratadas pela TCGL apontaram inconsistências no edital. Entre elas, percentual reduzido sobre a margem de lucro a partir do início do contrato e “altíssimos investimentos” em bilhetagem eletrônica, sistemas de câmeras internas nos ônibus, pinturas dos veículos e cumprimento de normas técnicas.

A empresa cita ainda a queda de passageiros registrada nos últimos anos. “Tudo isso deixa o sistema completamente vulnerável e ainda mais economicamente desequilibrado e em verdadeira rota de colapso, se nada for feito”, diz a nota.

O primeiro edital para a contratação dos serviços foi publicado em novembro do ano passado. O processo foi cancelado após questionamentos junto ao TCE (Tribunal de Contas do Estado). O contrato atual venceria em janeiro deste ano, mas foi prorrogado de forma emergencial para evitar a interrupção dos serviços. Hoje, TCGL e Londrisul são as responsáveis pelo transporte coletivo em Londrina.

(Atualizada às 14h30)

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