Londrinenses revoltados com prejuízos do vendaval
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
Até ontem no início da tarde moradores de várias regiões de Londrina ainda sentiam os efeitos do temporal que atingiu a cidade na tarde de anteontem. Segundo informações da Copel, cerca de 100 famílias permaneceram sem energia elétrica durante o período da manhã. Nos locais mais atingidos, como os Jardins Tóquio (Zona Oeste) e Piza (Zona Sul), árvores e galhos ainda eram vistos pelas ruas. Segundo a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), aproximadamente 60 árvores foram derrubadas pelo vento.
Mais de 50 eletricistas da Copel foram mobilizados para atender a quase 250 ocorrências. O vendaval deixou 45 mil consumidores de 50 bairros sem energia por períodos variados de duração.
Na Avenida Castelo Branco (Zona Oeste), onde caíram três grandes árvores, funcionários da Sema e técnicos da Copel trabalhavam na retirada dos galhos e recolocação de postes. O mesmo era feito na Rua Juiz de Fora, que margeia o Lago Igapó IV.
Moradores que tiveram casas atingidas por árvores que caíram estavam inconformados com as despesas. Na Rua Pedro Nolasco da Silva (Jardim Tóquio), o aposentado João Gomes de Souza buscava uma alternativa. ''Os técnicos da Copel me disseram que eu vou ter instalar outro poste aqui, mas para isso vou ter que quebrar o muro. Não tenho dinheiro para isso. Acho que vou ter que chamar um eletricista para fazer uma 'gambiarra' aqui.''
No número 281 da Rua Milão (Jardim Piza), um amendoinzeiro de aproximadamente 20 anos tombou sobre o jardim do aposentado Benedito Alves de Oliveira, quebrando poste e muro. ''Eu já tinha visto que as raízes estavam podres e fiz dois pedidos na Sema para que arrancassem a árvore. Mas ninguém veio nem ver.''


