O engenheiro mecânico e empresário Abelardo Candeo Lopes, 38 anos, e o seu co-piloto Rodrigo Scarabello, 19 anos, morreram na tarde de anteontem em Sorriso (MT), quando o avião monomotor - prefixo PT-EDW - em que viajavam de Mato Grosso para Goiás caiu em uma mata virgem em consequência de um temporal.
O avião - um Papaminuano de fabricação nacional para seis passageiros - era de propriedade e pilotado por Abelardo Lopes, dono de uma construtora de armazéns e silos agrícolas. Os corpos dos dois chegaram em Londrina em avião fretado na tarde de ontem. O do empresário foi sepultado no Cemitério Parque das Oliveiras, depois de breve velório na Loja Maçônica Regeneração. O de Scarabello foi velado durante a noite em capela da Acesf e será sepultado na manhã de hoje, também no Parque das Oliveiras.
Até ontem à tarde não havia chegado a Londrina muitos detalhes sobre o acidente, mas está praticamente descartada a possibilidade de falha mecânica. Segundo o assessor comercial da empresa de Lopes, Sidnei Aparecido Casado, o avião do empresário - com motor novo, com menos de 100 horas de vôo e sob cuidadosa manutenção - decolou em Rondonópolis (MT) às 16h45 de segunda-feira, com tempo bom, com destino a Goiatuba (GO).
O acidente teria ocorrido cerca de meia hora depois da decolagem. A notícia da queda do avião - que explodiu ao se chocar com as árvores - só chegou em Londrina no início da madrugada de ontem. De acordo com informações passadas pela Polícia de Mato Grosso, chovia e ventava muito forte no local e momento do acidente. Até a tarde de ontem, a Infraero de Brasília - responsável pelo tráfego aéreo naquela região - não havia sido comunicada sobre o acidente.
Abelardo Lopes era casado com Cleonice Paggean e deixa um casal de filhos menores. Ele estava em viagem de trabalho, supervisionando obras da sua construtora - que emprega cerca de 100 pessoas - em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Rodrigo Scarabello era solteiro e estava em viagem de estágio, contando horas para o curso de co-piloto que realizava no Aeroclube de Londrina. O empresário era piloto há mais de dois anos.

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