Pouco mais de um mês após a inauguração da primeira etapa das obras do Jardim Botânico de Londrina (Zona Sul), ocorrida em 26 de março, e antes da abertura oficial para o público, a população já está descobrindo o local como uma opção de lazer nos finais de semana. Na manhã de ontem várias famílias aproveitaram os muitos espaços verdes e a bela visão dos lagos para descansar com os filhos. Os problemas de falta de segurança e vandalismo que vinham ameaçando o novo cartão postal da cidade também parecem ter sido contornados, com a mudança da sede da Força Verde para o Jardim e a contratação de uma empresa que mantém vigias dia e noite no local.
  Para o economista Emerson Barros e a professora Denise Moura foi uma grata surpresa saber que Londrina tem um lugar bonito e tranquilo para passear, onde a biodiversidade ainda está preservada. ‘‘Primeiro eu vim sozinho, de bicicleta, para conhecer. Gostei tanto que agora os trouxe para um piquenique’’, contou Barros, enquanto descarregava os apetrechos do carro, junto da mulher e dos filhos Fábio, de 12 anos, e João, de 8.
  A arquiteta e professora universitária Deise Yoshida também gostou do que viu. Acompanhada do marido, sogra e dos dois filhos, de 3,5 anos e 1,5 ano, ela foi pela primeira vez ao Jardim Botânico e se empolgou. ‘‘Londrina não tem muitas opções de espaços de qualidade como este, com água, verde e onde se percebe que tudo foi pensado para o bem-estar do visitante.’’ Para Deise, o espaço também é exemplo de acessibilidade. ‘‘Os degraus para chegar à parte mais baixa, onde estão os lagos, são suaves, o que facilita para idosos e crianças, e ainda há rampas para portadores de deficiência. São detalhes que fazem a diferença. É como se aqui a gente se sentisse cuidado, e isto é muito bom, porque estimula a população a se apropriar do espaço e também passar a cuidar dele’’, argumentou.
  O casal de professores Jeferson e Ana Cleide Cesário também aprovaram o Jardim como nova rota dos passeios dominicais de bicicleta. ‘‘Eu gostava de ir para o campus da UEL (Universidade Estadual de Londrina), mas agora estou adorando isto aqui’’, confessou Ana Cleide. Ela disse ainda que a intenção, agora, é trazer o neto de 2 anos, que mora em Curitiba, para brincar nos gramados.
Sem iluminação
  No início da semana passada moradores dos bairros próximos reuniram-se com a coordenadora do Jardim Botânico, Angela Carvalho, para discutir a questão da falta de segurança e de iluminação na Avenida dos Expedicionários, que dá acesso ao parque. Segundo o grupo, a escuridão transformou o local em motel a céu aberto e pista de rachas entre proprietários de carros. No dia seguinte, segundo Maria de Lurdes Gomes Adolfo, há 30 anos moradora do Conjunto Vivendas do Arvoredo, o resultado era visível, com garrafas, latas de cerveja e preservativos usados espalhados pelo chão.
  Com a presença dos policiais da Força Verde na região, porém, ela admite que a situação melhorou. Segundo o soldado Juliano da Silva, as rondas são feitas durante todo o dia e à noite a avenida é bloqueada.
  O secretário municipal de Obras, Marcello Teodoro, explicou que, pelo projeto original, a iluminação da Avenida dos Expedicionários caberia ao Governo do Estado, responsável pela construção do Jardim. ‘‘Seriam usadas luminárias diferenciadas, mas posteriormente o Estado desistiu de fazer a iluminação e repassou a responsabilidade ao município. Este, por sua vez, passou a tentar uma parceria para fazer o serviço, que não deu certo. Agora, com a inauguração da primeira etapa do projeto, pedimos uma atualização de valores junto à Copel e, assim que ficar pronta, deve ser emitida a ordem de serviço para a instalação das luminárias’’, garantiu Teodoro.
  Segundo o secretário, a instalação de luz na via foi orçada, inicialmente, em R$ 142 mil. Ele informou que o município tem o recurso para bancar o serviço, mas, por depender também da Copel, preferiu não precisar a data em que o mesmo estará concluído. A reportagem não conseguiu falar com Ângela Carvalho para checar a data da abertura oficial do parque.

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