Cerca de 100 moradores do Jardim União da Vitória e Conjunto Jamile Dequech (Zona Sul) voltaram a protestar no final da tarde de ontem para reivindicar a construção de uma passarela sobre a PR-445. Os recursos para a obra, orçada em R$ 800 mil, já teriam sido aprovados no mês de março, mas até agora a construção não foi iniciada. Há anos a população reivindica a passarela como forma de acabar ou reduzir o alto índice de atropelamentos no local.
Diariamente, crianças e adultos fazem a travessia na movimentada rodovia para ir à escola ou posto de saúde. ''O protesto pode ajudar. Já conseguimos a promessa de que vão construir'', argumentou a doméstica Dayane Cristina Sandoval, que atravessa a rodovia com frequência para levar a filha de 4 anos ao médico, no União da Vitória.
Entre os moradores também estava Rosângela Adriana Martins, de 26 anos, que há um ano e meio teve um filho atropelado no local. Michael Donizeti Martins dos Santos, de 8 anos, ficou tetraplégico, cego e depende de uma traqueostomia para respirar. O garoto tentava cruzar a rodovia para ir à casa da avó. ''Foi um milagre meu filho sobreviver'', disse Rosângela.
O protesto começou após as 17 horas e não havia terminado até o fechamento desta edição. Pneus, pedaços de madeira e sofás velhos foram queimados para bloquear a pista. Policiais fizeram o desvio do trânsito, no trevo de Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana) e na saída de Londrina.
O superintendente do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Wilson Luiz Bazzo, não foi localizado para esclarecer se o processo licitatório da obra já foi aberto.

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