Graças às mulheres entre 40 e 44 anos de idade, com ensino superior completo, renda superior a seis salários mínimos, viúvas e moradoras do centro da cidade é que Londrina mostra-se favorável ao desarmamento. Esse é o resultado da pesquisa de intenção de votos feita pela Alvorada Pesquisa sobre o referendo nacional do desarmamento que acontece no dia 23 de outubro. Os entrevistadores ouviram 400 pessoas, com mais de 16 anos de idade, nos dias 5 e 6 de setembro e consideram uma margem de erro de 4,9%.
''O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?'' é a pergunta oficial que aparecerá em cada urna eletrônica no referendo. Com base nela, a Alvorada Pesquisa identificou que 61,3% são favoráveis à proibição, 25,3% dos eleitores londrinenses são contra, 11,3% estão indecisos, 0,5% votará em branco e 1,6% não pretendem comparecer aos locais de votação.
Considerando apenas os votos válidos, os favoráveis ao desarmamento aumentam para 70,8% e os contrários sobem para 29,2% do total. Apesar da ampla divulgação sobre o assunto na mídia, 24,5% dos entrevistados disseram desconhecer o assunto, 7,2% não sabiam da realização do referendo e 68,3% estavam informados.
Segundo o diretor do instituto de pesquisa Waldimir Coutinho Mendes, esse é apenas um prognóstico do pleito que é obrigatório como qualquer outra eleição. ''Acredito que esses números poderão mudar conforme os argumentos contra e a favor emitidos nas campanhas de rádio e televisão a partir do dia 1º de outubro'', disse Mendes. Ele pretende realizar outras duas pesquisas na cidade até o referendo.
De acordo com o último censo da Justiça Eleitoral, Londrina possui 328.635 eleitores aptos a votar, incluindo os distritos rurais. Os entrevistados compõem uma mostra representativa desse grupo distribuído por sexo, idade, grau de instrução, estado civil e localização de moradia.
A pesquisa está registrada no TSE sob o número 9.694/2005 e seu resultado é veiculado em primeira mão pela Folha de Londrina.

mockup