Londrinenses ajudam a salvar vítimas em voo
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de setembro de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina Dois londrinenses estavam entre os passageiros do voo 8065 da TAM, que saiu de Madri com destino ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, que enfrentou uma forte turbulência ao sobrevoar região amazônica equatoriana na madrugada de ontem. Ronaldo Fernandes Correa, de 24 anos, e Renan de Oliveira, de 21, são soldados formados pela última turma do 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros e ajudaram no socorro às vítimas.
O Airbus transportava 184 pessoas; 12 passageiros e três tripulantes ficaram feridos, cinco com gravidade. A aeronave teve que desviar a rota original e fazer um pouso forçado no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza (CE). A turbulência teria sido registrada no início da madrugada, quando a maioria dos passageiros dormia. "Acordei sendo arremessado contra o teto, que chegou a quebrar com o impacto", recordou Correa, em entrevista à FOLHA ontem à tarde. A turbulência teria durado poucos minutos, tempo suficiente para gerar pânico entre os passageiros. "Várias pessoas caídas, muitos gritos e choro", lembrou Oliveira.
Correa está lotado hoje no quartel de Bandeirantes (Norte Pioneiro). Oliveira, em Londrina. Ambos retornavam de férias na Europa.
Os soldados auxiliaram dois médicos que estavam no interior da aeronave. "Na medida do possível, percebi que estava bem e então perguntei para uma comissária onde estavam os kits de primeiros socorros. Nossa presença foi fundamental, pois as aeromoças não sabiam por onde começar. Analisamos as vítimas mais graves e passamos a imobilizá-las", explicou Oliveira.
"A situação mais grave era de uma mulher que havia quebrado a clavícula. Um comissário de bordo teve corte na cabeça, na barriga e quebrou o braço. Outra mulher também teve fratura de braço. Foi fundamental imobilizá-los até chegar em Fortaleza e retirá-los com cuidado para que as lesões não se agravassem", afirmou Correa.
Entre as vítimas havia brasileiros, poloneses, espanhóis e colombianos. Todas as pessoas foram levadas para o Instituto José Frota, maior hospital de emergência de Fortaleza. Até o fechamento desta edição, duas delas continuavam internadas.
Em nota, a TAM disse lamentar o ocorrido e afirmou estar prestando "a assistência necessária a seus passageiros e funcionários". A companhia providenciou outras aeronaves para acomodar os passageiros do voo 8065.
Correa e Oliveira chegaram ontem à noite em Londrina.
Mensagem
Renan é filho do cabo do Corpo de Bombeiros, Salvador Sidnei de Oliveira. "Recebi uma mensagem dele de madrugada relatando que estava bem, não entendi. Quando liguei fiquei sabendo do acontecido. Até fiquei calmo por saber que ele estava bem, mas minha mulher entrou em pânico. A gente nunca espera isso", descreveu.
Este não é o primeiro voo internacional da TAM que sofreu forte turbulência. Em maio de 2009, 21 pessoas ficaram feridas entre o trajeto Miami-São Paulo. O Airbus A-330 transportava 154 passageiros. Os passageiros passaram por momentos de pânico antes de aterrissarem no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. (Com agências)


