Londrinense se sente 'perdido'
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
Londrina - Os londrinenses se sentiram perdidos ontem com a pane que deixou sem funcionar telefones fixos e celulares, internet, caixas eletrônicos de bancos e máquinas de cartões de crédito e débito. Foi como uma rápida viagem no tempo, para antes da década de 1990, quando essas tecnologias ainda não haviam se popularizado.
No Calçadão, a costureira Alexandra Aparecida Silva tentava a qualquer custo contatar o marido e o filho pelo celular. ''É uma sensação muito esquisita. Quero avisar que estou aqui no Centro fazendo compras, mas não consigo'', relatou.
A vendedora Luci de Almeida Tavares estava aflita. ''Preciso de uma informação urgente para comprar uma passagem, mas não estou conseguindo sequer colocar crédito no celular'', contou.
No comércio varejista, das 15 horas às 16h30, quando a FOLHA percorreu o Calçadão, só conseguia comprar quem tinha dinheiro vivo na carteira. Na Farmácia Vale Verde, na esquina com a Avenida São Paulo, os balconistas já avisavam que o sistema estava fora do ar. ''Tivemos de dispensar muita gente'', contou a responsável pela loja, Lucielle da Silva Borges.
O diretor comercial da Móveis Brasília, Marcelo Ontivero, afirmou que não teve problema com as máquinas de cartões nas lojas. Mas um outro negócio do grupo, o escritório de representação de linhas corporativas da Vivo, ficou praticamente parado das 11 horas às 16 horas. ''O pessoal ali depende totalmente do celular para trabalhar'', explicou.
Nas agências bancárias, funcionários ficavam do lado de fora avisando que nem adiantava entrar. Alguns clientes, no entanto, preferiram esperar lá dentro a volta do sistema. Foi o caso da pensionista Lourdes Ridão. Ela aguardava havia duas horas sentada numa cadeira da agência do Itaú, na esquina da Avenida Rio de Janeiro. ''Não posso ir embora, preciso receber esse dinheiro''.


